Caminho livre para o Brexit no final de janeiro

A Câmara dos Comuns, o baixo parlamento britânico, apoia a proposta de Boris Johnson sobre o Brexit. A decisão foi tomada com 358 votos contra 234.

Resumo dos fatos mais importantes

A câmara baixa do Parlamento concorda com o acordo Brexit de Boris Johnson. Isso permitirá que a Grã-Bretanha deixe a UE em 31 de janeiro de 2020.

Reação da União Europeia

O Presidente do Conselho da UE, Charles Michel, reconheceu a aprovação da Câmara dos Comuns do Reino Unido e sua saída da UE como um passo importante no caminho da ratificação. Michel também enfatizou no Twitter que a igualdade de condições é essencial para futuras relações entre a UE e o Reino Unido.

A oposição, que votou contra, não gostou do governo ter retirado do projeto concessões anteriores, como a supervisão parlamentar da próxima etapa da negociação com Bruxelas. Foto: UK parliament

Continua no dia 6 de janeiro

A votação do dia 20 na Câmara dos Comuns marca o início do fim da adesão britânica à União Europeia. Os deputados entram de férias por duas semanas. Na segunda-feira, 6 de janeiro de 2020, eles voltarão a tratar a lei na câmara baixa e na câmara alta. O governo Johnson planeja levar o tratado Brexit ao parlamento até o dia 9 e o Reino Unido para fora da UE até o final de janeiro. Começa uma fase de transição na qual as futuras relações comerciais devem ser reguladas. Johnson quer concluir isso até o final de 2020.

Sucesso para Boris Johnson

O caminho para a saída britânica da UE no final de janeiro é claro. A câmara baixa aprova principalmente o acordo de divórcio negociado com Bruxelas, que falhou várias vezes em Londres e atrasou o Brexit. 358 deputados votaram a favor sobre Brexit, 234 contra.

“O próximo ano será um ótimo ano para o nosso país”, disse Johnson. Mas os observadores veem isso com mais sobriedade. O primeiro-ministro britânico quer limitar a fase de transição após o Brexit até o final de 2020. Isso deixa apenas onze meses para o Reino Unido negociar futuras relações com a UE, incluindo um acordo de livre comércio. Do ponto de vista de muitos especialistas, isso não é tempo suficiente.

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