Vacinação no hospital ou na farmácia?

Do ponto de vista das agências de seguro de saúde, a vacinação contra o Covid-19 só deve ser administrada em centros especializados. Os cantões, por outro lado, querem que médicos e farmacêuticos também façam as aplicações.

Você quer rápido, barato e atingir o maior número de pessoas possível: é descrita a vacina contra a Covid-19, prometida pelas farmacêuticas Pfizer, Biontech e Moderna. Até o momento, ainda há acordo na Suíça. Nos bastidores, porém, surgiu uma disputa sobre a nova vacinação. Oficialmente, tanto as seguradoras de saúde quanto os cantões e o governo federal estão relutantes em fornecer informações, visto que negociações intensivas estão em andamento. No entanto, conforme relatado por círculos informados, a questão central é onde e como as pessoas devem ser vacinadas.

Por enquanto a situação esta assim: centros especiais administrados pelos cantões vão administrar as vacinas – como acontecia há uma década com a pandemia de gripe suína. O faturamento seria feita por meio de uma “lista de traços”, com a qual cada centro registra o número de vacinações. Suas metas e suas aplicações. As caixas registradoras dividiam o valor total resultante entre si de acordo com seu tamanho. Verena Nold, diretora da empresa de assistência medica Santésuisse, formulou assim a postura da seguradora: “Estamos comprometidos com um modelo que permite a vacinação o mais rápida e descomplicada possível. Isso é importante para a saúde da população.”

Os cantões, no entanto, querem algo diferente: sua proposta permite que as pessoas possam se vacinar em consultórios médicos e farmácias. A conferência dos diretores cantonais de saúde (GDK) sugere que cada vacinação deva ser faturada e contabilizada individualmente pela respectiva companhia de seguro de saúde do cidadão. Lembrando que um plano de saúde é obrigatório na Suiça.

O GDK é uma reunião anual dos 26 diretores de saúde de todos os cantões suíços e seis participantes convidados selecionados, que acontece desde 1919.

O porta-voz da entidade, Tobias Bär, afirma que o GDK defende um modelo que permita que todas as opções sejam mantidas em aberto. Isso porque não buscamos apenas soluções de curto prazo, mas também esperamos uma fase de vacinação prolongada”.

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